Presidente palestino critica Israel, mas se diz disposto a negociar


O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, conclamou os israelenses à paz e à negociação nesta sexta-feira (23), pouco depois de ter pedido formalmente à ONU o reconhecimento do Estado Palestino nas fronteiras anteriores a 1967.
Mas o dirigente palestino foi bastante duro ao tratar da questão da expansão dos assentamentos israelenses em territórios palestinos.
As declarações foram feitas em discurso no plenário da 66ª Assembleia Geral da ONU. Abbas foi bastante aplaudido antes de iniciar sua fala.
Pouco antes, Mahmoud Abbas havia entregado ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-monn, o pedido formal de reconhecimento do Estado Palestino pelo organismo multilateral.
No discurso, Abbas também afirmou que os palestinos irão continuar a resistência "pacífica e popular" ao que chamou de "ocupação israelense".
Ele advertiu que a insistência de Israel em continuar ampliando osassentamentos ameaça destruir a solução dos dois Estados e também a estrutura e a própria existência do governo da Autoridade Palestina.
Abbas afirmou que a continuidade das construções "destroem todas as possibilidades de paz" entre os dois lados.
Ele também negou que o pedido apresentado pouco antes seja uma atitude "unilateral", conforme argumentou o governo de Israel, e disse que foi o fato de Israel ter destruído as pontes para a paz que o levou a pressionar para obter a adesão palestina à ONU.
"Estes esforços sinceros e as iniciativas internacionais foram repetidamente destruídas pelas posições do governo israelense, que rapidamente acabou com as esperanças que surgiram com o lançamento de negociações em setembro passado", afirmou Abbas.
EUA e Israel se opuseram ao pedido de reconhecimento nas Nações Unidas, sob o argumento que deve haver mais negociação bilateral entre palestinos e israelenses, que estão praticamente paralisadas.