MP pede prisão preventiva de caminhoneiro que matou 5


O Ministério Público pediu nesta quinta-feira (22) a prisão preventiva do motorista da carreta queatropelou e matou cinco trabalhadores na Rodovia Anhanguera, em Ribeirão Preto. Os homens faziam serviço de recapiamento da pista quando foram atingidos. A medida, que ainda vai ser analisada pela Justiça, é para garantir que Marcos Aurélio Quintino, de 42 anos, que esta preso desde terça-feira (20), continue detido durante o processo.
Um laudo da perícia comprovou que o freio da carreta estava em perfeitas condições. O motorista disse à polícia que tentou brecar, mas o caminhão não respondeu. “Cem por cento de certeza que os freios do veículo estavam funcionando devidamente. Se houvesse faltado o freio, existe um sistema de segurança no próprio caminhão que travaria as rodas”, afirma o delegado do caso, Carlos Henrique Araújo Garcia.
Para concluir a investigação o delegado aguarda por um laudo técnico da Polícia Científica, que está com o tacógrafo do caminhão e vai poder indicar a velocidade exata na hora do acidente.
O motorista também foi submetido a exames de sangue e urina para indicar quais substâncias ele ingeriu para dirigir. Os resultados devem sair na próxima semana. “Se houver o vestígio da ingestão de substância proibida ou entorpecente, sairá no resultado. Daí sim comprovara exatamente que ele assumiu realmente o risco, porque comprovou-se que a absorção, a ingestão, desse tipo de medicamento faz com que a pessoa perca a capacidade normal, plena, para conduzir veículo”, finaliza Garcia.

O sexto trabalhador atropelado, Luciano Nunes Costa, continua internado no Hospital das Clínicas, mas passa bem. Ele pode ter alta a qualquer momento.
O caso
O caminhão que Marcos Aurélio Quintino dirigia atropelou e matou cinco trabalhadores que recapeavam um trecho da Rodovia Anhanguera. Outro funcionário também foi atingido, mas sobreviveu.
O caminhoneiro admitiu que tinha tomado rebite, um remédio que inibe o sono, antes de dirigir. Quintino foi preso em flagrante e vai responder pelo crime de homicídio doloso, por dolo eventual.