Camelôs vendem cigarros ilegais mesmo após apreensão da PF


Dois dias depois da apreensão feita pela Polícia Federal, a venda de cigarros contrabandeados no camelódromo do Centro de Campinas não foi interrompida. Nesta terça-feira (6), funcionários de algumas barracas do comércio informal foram flagrados pela reportagem da EPTV vendendo o produto. No domingo (4), agentes da PF estouraram nove barracas do camelódromo e apreenderam as cargas contrabandeadas.
Em algumas barracas, os atendentes confirmaram que já não tinham o produto, por causa da ação dos policiais e das apreensões no fim de semana. Com um pouco de insistência, no entanto, não foi difícil encontrar o cigarro, de procedência duvidosa. 

Nesta terça-feira (6) cerca de 200 camelôs fizeram um protesto em frente à prefeitura. Eles cobraramm soluções para a situação dos vendedores ambulantes após as ações do Ministério Público (MP) e operações de fiscalização feitas pela Polícia Federal, que prendeu 13 pessoas suspeitas de trazer cigarro do Paraguai sem pagar impostos.
A presidente da Setec, Tereza Dóro, voltou a afirmar que os fiscais do orgão não tem competência para determinar se os produtos são ou não contrabandeados e que, portanto, não podem lacrar as bancas. Ela disse que vai se reunir com o delegado da Polícia Federal de Campinas, Jessé Coelho Almeida, para que ele aponte quais são as bancas que tem atividade criminosa. Só então poderá tomar providências em relação às bancas.

A prefeitura ainda não definiu qual estratégia será usada para combater as irregularidades e crimes no camelódromo, como a central de distribuição de cigarros contrabandeados, que funcionava em pelo menos nove barracas. O prefeito Demétrio Vilagra adiou providências sem determinar prazos para uma possível solução dos problemas. "Não tem nada marcado por enquanto, estamos agendando com os promotores e isso vai ser feito de uma maneira muito tranquila, sem alarde, porque nós queremos construir uma saída, uma solução pacífica”, afirmou o chefe de Gabinete Nilson Lucílio.
Segundo as investigações da PF, as vendas no varejo no camelódromo não são a atividade mais lucrativa das quadrilhas, que usavam as bancas como ponto para negociar a carga ilegal com outros comerciantes e também armazenar parte dos produtos.