O furacão Irene perdeu força na manhã deste domingo (28) e foi reclassificado como tempestade tropical pelo Centro Nacional de Furacões (NHC, sigla em inglês) dos Estados Unidos. O boletim do NHC, divulgado às 9h (10h, no Brasil), aponta que a velocidade dos ventos diminuiu de 120 km/h (registrada às 8h), para 105 km/h. Nessa intensidade, o Irene não é mais considerado um furacão.
Ainda como furacão, o Irene passou pela cidade de Nova York no leste país, provocando chuva e fortes ventos neste domingo. O nível da água do mar está alto e ameaça invadir galerias subterrâneas. Poucas pessoas se arriscam a sair às ruas, principalmente depois de o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, pedir a todos que fiquem em casa.
Nova York, famosa pela agitação, está em totalmente parada — até o barulho do metrô foi silenciado pela primeira vez em anos. Todo o sistema de transporte público foi interrompido. Cerca de 40 mil casas estão sem energia e muitas ávores caíram, interditando ruas e destruindo carros.
Na noite deste sábado (27), o prefeito afirmou que foram tomadas nos últimos dias medidas exaustivas para se preparar para a chegada da tormenta. Ele disse que a maior cidade dos Estados Unidos também está em alerta para a possível formação de tornados.
O prefeito de Nova York advertiu os nova-iorquinos a não sair à rua, permanecer no interior de suas casas e longe das janelas, encher as banheiras de água caso haja cortes de provisão e preparar-se para possíveis blecautes.
Bloomberg informou ainda que os prédios erguidos em áreas na rota do Irene suspenderam o uso de elevadores. “O objetivo agora é que saiamos desta com o menor dano possível”, acrescentou o prefeito.
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Nove mortes
O Furacão Irene atingiu a costa leste dos EUA na manhã deste sábado e causou a morte de ao menos nove pessoas, cancelamento de voos, fechamento de aeroportos e inundações, além de deixar mais de 1 milhão de americanos sem energia elétrica.
O Furacão Irene atingiu a costa leste dos EUA na manhã deste sábado e causou a morte de ao menos nove pessoas, cancelamento de voos, fechamento de aeroportos e inundações, além de deixar mais de 1 milhão de americanos sem energia elétrica.
Ele chaegou à costa leste do país classificado como de categoria 1 (de menor intensidade, em uma escala que vai até 5), com ventos que atingiam a velocidade de 140 km/h, de acordo com o NHC.
Por causa do furacão, autoridades determinaram o fechamento dos aeroportos de NY a partir das 22h deste sábado (23h em Brasília). A decisão afeta o La Guardia, o John F. Kennedy International e o Newark. Até a noite deste sábado, mais de 6 mil voos tinham sido cancelados em todo o país.
O serviço de transporte público de Nova York também foi prejudicado, com a interrupção do funcionamento do metrô e da circulação de ônibus.
No Brasil, a TAM confirmou o cancelamento de três voos que iriam para NY e um que voltaria da cidade norte-americana para o país. Quatro voos programados para este domingo estão suspensos. A companhias Delta e American Airlines também cancelaram voos deste sábado e do domingo.
O estado da Carolina do Norte foi o primeiro a ser atingido pelo Irene nos Estados Unidos. Além de Nova York, Virgínia e Maryland também estão na rota do furacão.
Mortes
Até a noite deste sábado, somente nos EUA, o furacão causou a morte de, pelo menos, nove pessoas. Outras seis morreram no Caribe durante a passagem do Irene dias antes.
Até a noite deste sábado, somente nos EUA, o furacão causou a morte de, pelo menos, nove pessoas. Outras seis morreram no Caribe durante a passagem do Irene dias antes.
No estado da Carolina do Norte, onde o Irene tocou a terra às 7h30 do horário local (8h30 de Brasília), ao menos cinco pessoas morreram por causa do furacão. A primeira vítima foi um homem do condado de Nash County. Um galho de uma árvore de grande porte caiu sobre ele, enquanto a vítima caminhava do lado de fora de sua casa. No momento do acidente, os ventos na região alcançavam mais de 100 km/h.
A outra vítima, de acordo com a Divisão de Gerenciamento de Emergências, foi um homem não identificado de Onslow County, que sofreu um ataque cardíaco enquanto colocava placas de madeira sobre as janelas de sua casa. A terceira pessoa que morreu na Carolina do Norte foi vítima de um acidente de trânsito no condado de Pitt.
Segundo a rede de TV americana CNN, ainda na Carolina do Norte, uma árvore caiu sobre um carro, matando uma pessoa. A outra vítima no estado foi uma criança, que morreu após o carro em que ela estava ser atingido por outro em um cruzamento em que os semáforos não funcionavam.
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No estado da Virgínia, o furacão fez três vítimas, entre elas um garoto de 11 anos que morreu após uma árvore cair no apartamento onde ele morava. O acidente aconteceu na tarde deste sábado.
Às 22h20, a rede de TV americana CNN afirmava que as outras duas pessoas que morreram na Virgínia também foram vítimas de acidentes com árvores. A nona vítima é um surfista de 55 anos que morreu após sofrer um ferimento durante as fortes ondas no mar da Flórida.
Emergência
Ao todo, sete estados dos EUA estão em emergência. Cerca de 2 milhões de pessoas foram orientadas a sair de casa, entre elas, o presidente norte-americano, Barack Obama, que interrompeu as férias na região neste sábado e se deslocou à sede da Agência Federal para a Gestão de Emergências (Fema) para acompanhar a passagem do furacão Irene.
Ao todo, sete estados dos EUA estão em emergência. Cerca de 2 milhões de pessoas foram orientadas a sair de casa, entre elas, o presidente norte-americano, Barack Obama, que interrompeu as férias na região neste sábado e se deslocou à sede da Agência Federal para a Gestão de Emergências (Fema) para acompanhar a passagem do furacão Irene.
Em Nova York, 370 mil deixaram suas casas para se proteger do furacão. No vizinho estado Nova Jersey, 1 milhão de pessoas foram retiradas da área costeira.
Ressaca 'extremanete' perigosaEste é o primeiro ciclone que chega ao território dos EUA desde 2008, quando Ike tocou a terra em Galveston, no Texas. OIrene começou a dar seus primeiros sinais ainda nesta sexta-feira (26), quando o litoral da Carolina do Norte foi atingido por fortes ventos, chuvas torrenciais e ressaca.
Os meteorologistas recomendaram aos moradores que tomassem precauções porque a passagem do Irene causará ressaca extremamente perigosa, que deve elevar o nível de água entre dois e três metros acima da média.
Segundo o instituto, o Irene chegou a alcançar, nesta sexta, o nível 3 na escala Saffir-Simpson, com ventos a uma velocidade de 170 km/h, e chegou a possuir a mesma categoria do Katrina, o furacão que devastou Nova Orleans em 2005, deixando 1,7 mil mortos.
(*) Com informações das agências de notícias Efe, Reuters, AFP e Associated Press