Comoção por bebê abandonado rende pedido de adoção até dos EUA

A história de Giulia, a récem-nascida abandonada no último sábado (30), no Bairro Alto, em Piracicaba, gerou comoção e fez com que aumentasse a procura de casais pelo setor de Psicologia da Vara da Infância e Juventude, responsável pelos processos de adoção na cidade. O órgão chegou a ser contatado, inclusive, por uma brasileira moradora dos Estados Unidos
"Uma mulher ligou para a gente do Estados Unidos. Ela é brasileira e mora lá, viu o caso na mídia e queria saber como fazer para adotar a criança", conta Sônia Rasera Raniro, psicóloga judicial.
Segundo Sônia, o número de telefonemas na Vara aumentou substancialmente após o caso. Até mesmo quem já está cadastrado no sistema para adoção fez contato. Atualmente, a lista conta com 49 casais na cidade. "Normalmente aqui na psicologia não recebemos muitas ligações, é mais no cartório. Mas sempre que ocorre algum destes casos de repercussão as pessoas ligam. Os casais com resgitro ligam para saber se seria a vez deles adotarem. Todos querem a bebê", fala.
Justiça
A Justiça de Piracicaba expediu nesta quinta-feira os ofícios para que os orgãos competentes dêem continuidade no caso. Segundo informações do Ministério Público, foi pedido para que a Secretaria do Desenvolvimento Social encontre um abrigo para que 'Giulia', como foi batizadas pelas enfermeira, fique depois de receber alta médica da Santa Casa. O hospital informou que a bebê está bem, mas que novos exames foram feitos e ainda não há prazo para a liberação.
A Justiça também solicitou uma investiguação para que se procure a família da criança antes de abrir o processo de adoção. Os investigadores da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) procuram na região os hospitais que tem maternidade e que a bebê possa ter sido retirada pela mãe sem alta. A criança estava com um clipe no umbigo que somente recém-nascidas que não foram liberadas possuem.
A delegada Monalisa Fernandes dos Santos ressalta  que denúncias anônimas são importantes em casos como este. Para denunciar o telefone é o (19) 3433-2911.