Nova York estava praticamente paralisada e com cerca de 370 mil pessoas retiradas de suas casas de forma preventiva à espera da chegada na noite deste sábado (27) do furacão Irene. Os primeiros sinais do fenômeno podiam ser sentidos durante esta tarde por causa das fortes chuvas. O furacão provocou mortes na Carolina do Norte e no estado da Virgínia.
Os transportes públicos foram suspensos ao meio-dia, entre eles as vitais linhas de metrô utilizadas por milhões de pessoas por dia, e os aeroportos de Nova York ficarão completamente fechados a partir de sábado às 22h locais (23h de Brasília).
"Não é brincadeira, sua vida pode ficar em perigo", disse o prefeito Michael Bloomberg, neste sábado, em uma nova mensagem à população, alertando os moradores de regiões suscetíveis a inundações para respeitar a ordem de retirada.
"Ordenamos a retirada de 370 mil pessoas", indicou. Cerca de "7 mil pacientes de hospitais e asilos" já foram retirados, informou. As regiões afetadas pela evacuação obrigatória são o sul de Manhattan, partes do Queens, Brooklyn e Staten Island.
Bloomberg advertiu sobre os possíveis cortes de energia elétrica na parte sul de Manhattan após a passagem do Irene no domingo (28), assim como a eventual concentração de "muita água nas ruas".Na vizinha Nova Jersey, mais de 1 milhão de pessoas foram retiradas de suas casas na costa da cidade, informou o governador Chris Christie.
A cidade deverá ser cenário de ventos de 90 km/h a 120 km/h a partir de sábado à noite.
Respeitando as ordens de retirada, muitos moradores das regiões de risco buscaram teto na casa de amigos e familiares ou nos 91 refúgios abertos na sexta-feira (26) em diversas partes da cidade, para onde os turistas também se dirigiram.
Em pleno centro de Manhattan, na esquina da Terceira Avenida e a rua 25, mais de 100 pessoas já tinham se instalado em um desses refúgios, situado na Universidade Hunter.